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Filipe Gaspar orador na FEUP Prime Talk "Academy-Industry Relationship: Knowledge and Technology Transfer"

Start
Quarta, Novembro 25, 2020 - 14:00
Fim
Quarta, Novembro 25, 2020 - 15:00
Localização: online
imagem FEUP Prime Talk convite com fotos dos oradores convidados e detalhes do webinar.

FEUP Prime: Academy-Industry Relationship: Knowledge and Technology Transfer

Prime Talks on Engineering Innovation

 

Webinar LIVE no canal de Youtube @FEUPtv
25 de novembro de 2020 às 14h 

 

Com o objetivo de contribuir para o reforço da relação entre a Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP) e a indústria, arrancou em junho um ciclo de seminários de âmbito internacional. Integrado no programa FEUP-Prime, a iniciativa Prime Talks on Engineering Innovation “Webinar Series” tem por objetivo debruçar-se sobre os desafios de inovação em engenharia que as universidades e as empresas enfrentam no mercado competitivo que é a economia global, em cenários cada vez mais imprevisíveis como os que estamos a atravessar a nível mundial.

Na terceira sessão, Filipe Gaspar, Vice-Presidente de Investigação e Desenvolvimento da Hovione, e Pedro Araújo, CEO da Advanced Cyclone Systems, falarão sobre a investigação colaborativa e os seus impactos tanto nas empresas como nas universidades e como pode o conhecimento da academia gerar valor económico e social, principalmente através de novos produtos e serviços. A moderação ficará a cargo de Fernando Pereira, Diretor do Departamento Engenharia Química.

Sobre o FEUP-PRIME
O programa “FEUP PRIME – Corporate Membership Programme” conta já com 7 empresas PRIME Partners e cerca de 80 empresas PRIME affiliate que mantêm relações de longa data com a Faculdade de Engenharia na formação, investigação e transferência de conhecimento e talento. Estão em curso 7 doutoramentos em ambiente empresarial dedicados a desafios apresentados por estas empresas.

Lançado em outubro 2018, o programa “FEUP PRIME” pretende criar valor e vantagens competitivas para as empresas, estabelecendo uma conexão direta com as fontes de talento e de produção de conhecimento da FEUP. É também objetivo deste programa contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de inovação aberta envolvendo empresas exportadoras, startups de base tecnológica e universidades, fonte de desenvolvimento económico e social da região e do país.

Para tal, as empresas “PRIME Partners” investem num relacionamento estratégico e de longo prazo com a FEUP, definindo objetivos comuns de aprendizagem, investigação e inovação. Estas empresas têm assim a oportunidade de atrair os melhores talentos, envolver os melhores estudantes em problemas concretos, trabalhar com os melhores investigadores em desafios societais e inovação de ponta, e envolver-se na vida da comunidade académica.

Mais informações em www.fe.up.pt/prime

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

Artigo de Imprensa

Diane Villax, da Hovione: “Não fui educada para ser empresária”

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