Notícias

Notícias / Jan 22, 2020

Primeiro-Ministro, António Costa, inaugura novo edifício B14 em Loures

O investimento de 23 m€ visa acolher mais de 400 trabalhadores, do quais 230 investigadores das áreas da Química, ciências farmacêuticas, Biotecnologia e das engenharias.

decerrar placa guy villax antonio costa - inauguracao B14 em loures
Descerrar de placa alusiva à inauguração do Edifício e novos Laboratórios da Hovione: Chairman da Hovione, Diane Villax, CEO da Hovione, Guy Villax, Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, Presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares, e Primeiro-Ministro, António Costa.

O primeiro-ministro, António Costa, inaugurou hoje o novo edifício B14 da Hovione, em Loures, com 11 437 m2. O investimento de 23 m€ visa acolher mais de 400 trabalhadores, do quais 230 investigadores das áreas da Química, ciências farmacêuticas, Biotecnologia e das engenharias.



Na apresentação do novo edifício estiveram também o CEO da Hovione, Guy Villax, o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, e o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares.

 

guy villax, antonio costa, pedro siza vieira no laboratorio
Na fotografia da esquerda para a direita: CEO da Hovione, Guy Villax, a Secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, a Diretora de Química Analítica da Hovione, Sónia Amaral, o Primeiro-Ministro, António Costa, e o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares.



Esta inauguração representou um momento importante para toda a Hovione. O reconhecimento público pelo trabalho que todos os colaboradores desenvolvem todos os dias, da fábrica aos laboratórios, passando pelas equipas mais viradas para o exterior - em Portugal e pelo mundo fora.



Discursos da Cerimónia

Guy Villax, CEO da Hovione



 





Pedro Siza Vieira, Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital



 





António Costa, Primeiro-Minstro de Portugal



 





 



 

Também em Notícias

See All

Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

Artigo de Imprensa

Diane Villax, da Hovione: “Não fui educada para ser empresária”

Fev 23, 2026