Notícias

Notícias / Maio 21, 2024

Hovione confirma presença no ranking dos melhores empregadores em Portugal

A Hovione é novamente a melhor no sector da Saúde e a quarta classificada no geral entre as melhores empresas para trabalhar em Portugal, de acordo com o Employer Brand Research da Randstad.

Hovione wins Randstad Award for best company to work_HR Director receiving the award on the stage

Lisboa, 21 de Maio, 2024 – A Hovione é novamente a melhor no sector da Saúde e a quarta classificada no geral entre as melhores empresas para trabalhar em Portugal, de acordo com o Employer Brand Research da Randstad. O estudo, publicado ontem, identifica os 20 melhores empregadores do país.

Esta é a nona edição anual do estudo da Ranstad, que tem por base uma amostra representativa da população ativa portuguesa. Os inquiridos avaliam as empresas de acordo com uma série de critérios, que incluem salário e benefícios, segurança no emprego, ambiente de trabalho e oportunidades de progressão na carreira.

A definição de marca empregadora pode ter um impacto significativo na capacidade de uma organização para atrair e reter os melhores talentos e, por isso, é cada vez mais uma parte importante da estratégia das empresa para enfrentar o desafio da escassez de talento.

Ilda Ventura, VP de Recursos Humanos da Hovione, explica que: "A nossa estratégia global de RH baseia-se na necessidade de atrair, reter e capacitar os elementos talentosos das nossas equipas. Assim, o nosso Employer Branding tem de refletir quem somos, de forma a que atraiamos novos talentos, mas, também, permitamos que os actuais membros da equipa prosperem. É também imporante aproveitar o impacto positivo que a Hovione tem no mundo e a forma como o nosso trabalho inovador assenta no conhecimento e na resolução de problemas por membros das nossas equipas. Continuamos a trabalhar para aperfeiçoar e melhorar o trabalho no nosso Employer Branding, que é um importante reflexo dos nossos valores e da nossa crença na melhoria contínua."

Este é o terceiro ano consecutivo em que a Hovione é classificada como a empresa mais atractiva para trabalhar no sector da Saúde e uma das cinco primeiras no geral. Este reconhecimento surge depois de a Hovione ter sido reconhecida como Top Employer em todas as suas quatro unidades globais em janeiro de 2024, tornando-se a primeira empresa a consegui-lo em Macau.
 

 

Também em Notícias

See All

Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

Artigo de Imprensa

Diane Villax, da Hovione: “Não fui educada para ser empresária”

Fev 23, 2026