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Comunicado de Imprensa / Nov 16, 2023

Hovione adquire ExtremoChem e reforça apoio aos clientes na estabilização de produtos biofarmacêuticos.

A Hovione, empresa especializada na oferta integrada de CDMO (contract development and manufacturing organization), líder global na tecnologia de spray drying e engenharia de partículas, adquiriu a ExtremoChem Lda (ExtremoChem)

scientist working with a microscope - Hovione
  • A Hovione adquiriu a ExtremoChem Lda, uma start-up com um portfólio de açúcares raros, análogos sintéticos das moléculas naturais encontradas nos extremófilos.
  • A aquisição garante à Hovione acesso a novos materiais funcionais de alto desempenho, com potencial na estabilização de produtos biofarmacêuticos.

Lisboa, 16 de Novembro, 2023, A Hovione, empresa especializada na oferta integrada de CDMO (contract development and manufacturing organization), líder global na tecnologia de spray drying e engenharia de partículas, adquiriu a ExtremoChem Lda (ExtremoChem), uma start-up dedicada à síntese, desenvolvimento e comercialização de açúcares sintéticos de origem biológica para a maior estabilização, redução da viscosidade e melhor desempenho das proteínas e outros produtos biofarmacêuticos.

A ExtremoChem desenvolveu uma biblioteca de açúcares proprietários, análogos sintéticos de moléculas naturais encontradas em extremófilos – organismos capazes de resistir aos ambientes mais inabitáveis. Esses açúcares têm demonstrado potencial para superar os desafios associados à estabilização de produtos biofarmacêuticos durante as fases de produção, purificação, formulação e transporte.

Jean-Luc Herbeaux, CEO da Hovione: “As proteínas e outros biofarmacêuticos representam uma parte significativa dos pipelines dos nossos clientes. A aquisição dos açúcares sintéticos da ExtremoChem, combinada com as capacidades de engenharia de partículas da Hovione proporciona aos nossos clientes um conjunto único de ferramentas para otimizar formulações e resolver problemas de estabilidade no ciclo de vida dos produtos biofarmacêuticos”.

Filipe Aguiar, ExtremoChem, Managing Director: “Estou muito satisfeito com a aquisição da ExtremoChem pela Hovione. A Hovione tem uma longa história de desenvolvimento e industrialização de tecnologias inovadoras para a indústria farmacêutica. Esta aquisição ajudará a garantir que a ciência que desenvolvemos na ExtremoChem terá uma adoção no mercado mais ampla e rápida.”

Esta aquisição confirma o compromisso da Hovione na expansão das suas plataformas tecnológicas. A companhia está a investir em novos ativos e em tecnologias inovadoras para responder à procura dos clientes por serviços integrados e diferenciados de fabrico de substâncias farmacêuticas, engenharia de partículas e produtos farmacêuticos.

Sobre a Hovione:

A Hovione é uma empresa internacional com mais de 60 anos de experiência como Organização de Desenvolvimento e Fabricação de Contratos (CDMO) e atualmente é um fornecedor totalmente integrado que oferece serviços para substâncias medicamentosas, intermediários e medicamentos. Com quatro locais inspecionados pela FDA, nos EUA, China, Irlanda e Portugal e laboratórios de desenvolvimento em Lisboa, Portugal e Nova Jersey, EUA, a empresa fornece serviços de clientes farmacêuticos de marca para o desenvolvimento e fabricação compatível de medicamentos inovadores, incluindo compostos altamente potentes e soluções por medida para todo o ciclo de vida dos medicamentos. Na área da inalação, a Hovione é a única empresa independente que oferece uma gama completa de serviços. A cultura da Hovione é baseada na inovação, qualidade e confiança. A Hovione foi a primeira empresa químico farmacêutica a ser certificada como B Corp, é membro da Rx-360, EFCG e participa ativamente nas iniciativas de melhoria da qualidade da indústria para criar padrões globais da indústria.

Sobre a ExtremoChem:

A ExtremoChem é uma start-up dedicada à síntese química com foco no desenvolvimento de açúcares orgânicos sintéticos para a estabilização de produtos biológicos sob condições de stress.

 

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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