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Comunicado de Imprensa / Out 03, 2024

Hovione e Zerion Pharma criam joint venture para expandir ainda mais o uso da tecnologia Dispersome®

Uma parceria para acelerar o desenvolvimento da plataforma tecnológica Dispersome® e aumentar ainda mais a sua aplicabilidade e alcance.

Press Release - Hovione Zerion Joint Venture | Hovione

Lisboa, 3 de outubro de 2024 - A Hovione Farmaciência, S.A. ("Hovione") e a Zerion Pharma A/S ("Zerion") anunciaram hoje que expandiram a sua parceria para acelerar o desenvolvimento da plataforma tecnológica Dispersome® e aumentar ainda mais a sua aplicabilidade e alcance. Para tal, as empresas criaram uma joint venture que fica responsável pela gestão do portefólio de propriedade intelectual da Dispersome® tendo atribuido direitos de mercado a ambas.

Hovione e Zerion têm co-promovido a tecnologia Dispersome® para os seus clientes desde o início de 2022. No âmbito desta colaboração alargada, a Hovione recebeu direitos globais exclusivos para desenvolver e oferecer a tecnologia Dispersome® para medicamentos administrados por via respiratória, um campo em que a Hovione é líder na formulação e fabrico. Além disso, a Hovione recebeu direitos exclusivos para desenvolver e oferecer formulações Dispersome® para produtos nutracêuticos e suplementos alimentares, uma área com necessidades não endereçadas em termos de biodisponibilidade. A Hovione também recebeu uma licença não-exclusiva para promover a tecnologia Dispersome® em novas entidades químicas (NCEs) usadas em fármacos de administração oral.

Em troca da concessão desses direitos, a Zerion recebe direitos das atividades comerciais da Hovione nestes campos.

No âmbito da joint venture, as partes trabalharão em estreita colaboração para garantir a aprovação da beta-lactoglobulina (BLG) como excipiente inovador pelas Entidades Reguladoras competentes. Isso assegurará a rápida adoção da tecnologia Dispersome® pela indústria farmacêutica, na qual a BLG é um componente chave. O grau de qualidade farmacêutica da BLG é fabricado pela Arla Food Ingredients (Dinamarca), líder mundial na produção de ingredientes de alta qualidade.

“A Hovione está entusiasmada por reforçar a sua colaboração com a Zerion para acelerar ainda mais a adoção da Dispersome® nos mercados farmacêuticos e nutracêuticos,” disse Jean-Luc Herbeaux, CEO da Hovione. “O uso da tecnologia Dispersome® da Zerion demonstrou disponibilizar um poder superior de solubilização tanto para ingredientes ativos farmacêuticos quanto para nutracêuticos. Esta plataforma altamente inovadora é um valioso acréscimo à oferta de ponta da Hovione para a melhoria da solubilidade e permeabilidade de NCEs e nutracêuticos, e oferece aos formuladores novas opções que suprem as necessidades não endereçadas da indústria.”

Ole Wiborg, CEO da Zerion, comentou: “A Hovione é líder global na produção de dispersões sólidas amorfas por spray-drying, e esta extensão da nossa parceria é uma confirmação adicional do enorme potencial da nossa tecnologia Dispersome®. Se há uma empresa na indústria farmacêutica que lhe pode dar o seu real valor, essa empresa é a Hovione, pelo que acreditamos fortemente em partilhar a nossa tecnologia com ela, garantindo certamente desta forma a sua aplicação em mais medicamentos e ingredientes e em diferentes vias de administração. Temos assim reais expectativas de receitas substanciais provenientes desta colaboração nos próximos anos.”

Através desta parceria a Hovione e a Zerion oferecem às empresas farmacêuticas, biotecnológicas e nutracêuticas em todo o mundo o acesso a uma plataforma de entrega inovadora, combinada com uma experiência inigualável em desenvolvimento de formulações, escalabilidade e fabrico em conformidade com as Boas Práticas de Fabrico (GMP).

A tecnologia Dispersome® aumenta a solubilidade e a biodisponibilidade de compostos pouco solúveis e pode ser aplicada em qualquer fase do desenvolvimento de medicamentos, incluindo em estudos pré-clínicos, estudos de primeira administração em humanos e reformulação de produtos farmacêuticos existentes.
 

 

Sobre a Hovione:
A Hovione é uma empresa internacional com mais de 60 anos de experiência em desenvolvimento farmacêutico e operações de produção. Como Organização de Desenvolvimento e Fabricação de Contratos (CDMO), possui uma oferta integrada de serviços para substâncias medicamentosas, intermediários de medicamentos e produtos farmacêuticos. A empresa possui quatro locais inspecionados pela FDA, nos EUA, Portugal, Irlanda e China e laboratórios de desenvolvimento em Lisboa, Portugal e Nova Jersey, EUA. A Hovione fornece serviços farmacêuticos em todo o ciclo de vida do medicamento e de desenvolvimento e fabrico em conformidade de medicamentos inovadores, incluindo compostos altamente potentes e soluções personalizadas de produtos, Na área de inalação, a Hovione oferece uma gama completa de serviços, desde API, desenvolvimento e fabrico de formulações a enchimento de cápsulas e dispositivos.

Sobre a Zerion:
Zerion desenvolve suas próprias formulações farmacêuticas proprietárias e oferece sua plataforma tecnológica Dispersome® para empresas farmacêuticas estabelecidas como uma solução para os seus desafiantes problemas de solubilidade de fármacos. A Zerion foi fundada em 2019 como um spin-off da Universidade de Copenhaga.
 

 

 

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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